biografia

Nasceu em Natal (RN) em 19 de dezembro de 1980. Aos nove anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde mora até hoje. Aos 16, começou a frequentar aulas de canto.  Aos 20 anos, tornou-se aluna de Vera Maria do Canto e Melo. O marco zero de sua carreira foi um show no Mistura Fina, no Rio, em 2002. O preparador vocal Felipe Abreu estava lá e virou seu parceiro e amigo.

Felipe indicou o músico Rodrigo Campello para produzir uma primeira “demo” da cantora, com o arranjador Paulo Malaguti. O trabalho chegou às mãos de Gilberto Braga, que a convidou para gravar “A Vizinha do Lado”, de Dorival Caymmi, como tema da novela “Celebridade”.

Em 2004 veio o primeiro disco, “Braseiro”, com produção de Rodrigo Campello e a direção de voz e coro de Felipe Abreu. “O repertório é uma declaração de amor à música popular brasileira. Pelo menos a que eu conhecia até aquele momento. É um álbum de memórias musicais afetivas. Foi aí que começou minha formação profissional, através do convívio com músicos e artistas fabulosos”, diz Roberta. Ney Matogrosso, MPB-4 e Pedro Luís e A Parede foram os convidados.

“Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria”, o segundo disco, foi lançado em 2007 e rendeu indicações ao Grammy Latino nas categorias Artista Revelação do Ano e Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Lenine, Carlos Malta e Pife Muderno, Hamilton de Holanda Silvério Pontes e Zé da Velha foram os convidados especiais do disco. “Tenho a sorte de ter gravado os discos que quis, com as pessoas que escolhi”, diz Roberta que ganhou o Troféu APCA 2007 como Melhor Cantora.

Dois anos depois, Roberta Sá reuniu o repertório dos dois primeiros álbuns no show “Pra Se Ter Alegria”, que contou com a direção do cantor e compositor Pedro Luís e da jornalista Bianca Ramoneda. A apresentação resultouem um DVDdirigido pela Samba Filmes e um CD que reúne sucessos como “Alô Fevereiro”, “Interessa?”, “Janeiros”, “Mais Alguém”, “Eu Sambo Mesmo” e “Agora Sim”.

O projeto seguinte de Roberta Sá nasceu numa conversa na Lapa. Em 2010, ela se juntou ao Trio Madeira Brasil (de Marcello Gonçalves, Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim) e gravou “Quando o Canto é Reza”, homenagem ao compositor baiano Roque Ferreira. O disco tem coco, maxixe, samba carioca, maracatu, samba-de-roda e 13 canções do compositor – oito delas, inéditas.

No final de 2011, Roberta ultrapassou a marca de 200 mil discos vendidos, com dois CDs e um DVD de Ouro, e continuou a se apresentar por vários estados brasileiros e em Portugal. “Segunda Pele”, de 2012, foi seu quinto disco. Também em 2012, Roberta ganhou o prêmio de Melhor Cantora de MPB no Prêmio da Música Brasileira.

Em 2014, Roberta participou do projeto Nivea Viva Samba, com o qual excursionou pelas principais capitais brasileiras ao lado de Diogo Nogueira, Martinho da Vila e Alcione, em uma verdadeira exaltação ao estilo.

Em 2015, Roberta Sá lança “Delírio”, um disco que marca sua volta ao estúdio depois de três anos, com participações de Chico Buarque, Martinho da Vila, António Zambujo e Xande de Pilares. Entre as canções do repertório, estão inéditas de Adriana Calcanhotto, Moreno Veloso, Rodrigo Maranhão e Cézar Mendes. A produção é de Rodrigo Campello, parceiro de longa data.